segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Banda Frida
Oi galera,
Preciso registrar e pedir apoio (mais do que moral).
Quando eu ainda morava em Porto Alegre,
meu amigo, Léo Vladimir, me apresentou para o som de uma banda chamada Frida Kahlo.
Ganhei o cd da banda e curti muito o som deles.
Depois me mudei de Porto e soube poucas coisas a respeito do progresso deles (de vez em quando, alguma notícia de que eles estavam tocando nas calouradas da Unisinos).
Mas hoje, ao verificar meus e-mails, descobri que a banda,
agora chamada apenas de Frida,
está participando do
1º CONCURSO IBERO-AMERICANO DE BANDAS UNIVERSITÁRIAS
como representante do Brasil.
Então, quero sugerir a todos que entrem no site do concurso: http://escucha.universia.com.br/concurso/listado-canciones-concurso-maquetas,
e escutem o som dos caras e votem neles.
A votação vai até 1º de novembro.
Vamos dar apoio para o som novo, e de qualidade,
que vem surgindo nesse país, e se destacando
mesmo sem o apoio dos grandes meios de comunicação,
e sem os "esquemas" de gravadoras para se tornar vendável.
Obrigada pela atenção!!!
Preciso registrar e pedir apoio (mais do que moral).
Quando eu ainda morava em Porto Alegre,
meu amigo, Léo Vladimir, me apresentou para o som de uma banda chamada Frida Kahlo.
Ganhei o cd da banda e curti muito o som deles.
Depois me mudei de Porto e soube poucas coisas a respeito do progresso deles (de vez em quando, alguma notícia de que eles estavam tocando nas calouradas da Unisinos).
Mas hoje, ao verificar meus e-mails, descobri que a banda,
agora chamada apenas de Frida,
está participando do
1º CONCURSO IBERO-AMERICANO DE BANDAS UNIVERSITÁRIAS
como representante do Brasil.
Então, quero sugerir a todos que entrem no site do concurso: http://escucha.universia.com.br/concurso/listado-canciones-concurso-maquetas,
e escutem o som dos caras e votem neles.
A votação vai até 1º de novembro.
Vamos dar apoio para o som novo, e de qualidade,
que vem surgindo nesse país, e se destacando
mesmo sem o apoio dos grandes meios de comunicação,
e sem os "esquemas" de gravadoras para se tornar vendável.
Obrigada pela atenção!!!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Copiando do "Somos todos um"
Fiz três anos de terapia alternativa e há 4 vivo sem ela.
Mas meus sonhos e pensamentos estão completamente marcados por ela.
As coisas que vi, as palavras que ouvi durante aquele período mudaram muita coisa dentro de mim. Algumas não se tornaram melhores do jeito que eu gostaria, mas eu ganhei uma liberdade que não possuía antes.
Eu estava tão presa que não sabia que não confiava.
Não me transformei - infelizmente.
Ainda reconheço em mim a desconfiança de quem sofreu decepções, mas
eu admito que sou assim, e busco (tentando que seja sem esforço)
um caminho melhor para o meu coração e o meu corpo.
Um dia minha primeira terapeuta corporal me disse que eu devia ouvir o meu coração.
Me disse que o meu coração sabia as respostas.
Quase a mesma coisa que este texto coloca.
Lembrei dela, daquela sessão de bioenergética, e resolvi colocar aqui,
na minha bolsa amarela, o meu maior objetivo ... confiar na existência e fluir.
Aprender a confiar
:: Elisabeth Cavalcante ::
Em inúmeras situações da vida, nos sentimos perdidos como um náufrago em alto mar, sem qualquer referência que nos aponte uma saída segura. Nestes momentos, a única bússola na qual podemos confiar é nossa própria percepção, o guia primordial capaz de nos conduzir ao caminho mais acertado.
Ocorre que, para a maioria das pessoas, confiar na percepção interior é algo quase impossível, pois isto as faz sentirem-se malucas ou, no mínimo, excêntricas. Para muitos de nós a racionalidade ainda é considerada a única fonte segura para a tomada de decisões.
Confiar na sabedoria da existência e entregar-se aos seus desígnios sem qualquer hesitação é um aprendizado lento, que exige uma boa dose de paciência e o controle do medo e da ansiedade, pois ambos nos levam a desejar desesperadamente uma solução imediata de nossos problemas.
Outro momento em que nossa intuição é colocada à prova, é quando nos guiamos por ela e nossas ações são contestadas pelos outros, que nos julgam e criticam de acordo com seus próprios valores.
Se não tivermos uma confiança absoluta naquilo que nos dita nossa voz interior, certamente nos deixaremos arrastar pelo corrente dissonante, e acabaremos por agir de acordo com as idéias alheias, em vez de seguir nosso coração.
Como somente ele pode saber do que realmente precisamos, o resultado desta negação é, na maioria das vezes, o arrependimento e a culpa por termos confiado mais nos outros do que em nós.
Não importa quantos enganos tenhamos cometido, sempre é tempo de recuperarmos a fé na vida e cultivarmos a certeza de que ela sempre nos direcionará para o que nos traz crescimento e evolução interior.
"Confiança: a nossa conexão com a Existência
....A confiança é a conexão entre você e a existência. Confiança é a mais pura forma de amor, e uma vez que a confiança seja perdida, o amor também se torna impossível.
Jesus não estava seguindo alguém. Ele não estava imitando alguém...
Ele não permitiu que a multidão o reduzisse a uma personalidade falsa.
Ele permaneceu um indivíduo.
Ele arriscou sua vida, mas não se comprometeu com a sociedade.
Era melhor morrer na cruz do que ser um hipócrita. Pelo menos na cruz ele era verdadeiro, autêntico - era ele mesmo.
....Ele poderia ter salvo a sua vida, mas na verdade, isso teria sido a sua crucificação.
Ele aceitou ser crucificado - isso era salvar a sua vida - sem medo, confiando na existência, sem qualquer raiva para com a multidão.
Mesmo em seu último momento na cruz, ele estava pedindo pela multidão:
'Pai, perdoe-os. Eles não sabem o que estão fazendo. Eles são inconscientes.
Nada se pode esperar de pessoas inconscientes'.
Ele tinha apenas trinta e três anos de idade; uma longa vida estava à sua frente. Mas essa é a beleza do homem, ele ter sacrificado essa longa vida que teria sido sem sentido, falsa, enganosa, por algo real, autêntico - sem qualquer lamento, sem
qualquer rancor contra quem quer que seja.
....Todo mundo foi desviado, foi descarrilhado de seu caminho natural.
E foi colocado numa direção que nada significa para si.
É por isso que sempre existe ansiedade, angústia e uma profunda tristeza.
Essa tristeza é existencial; a menos que você possa ser o que lhe é natural, a primavera nunca chegará até você, as flores nunca desabrocharão em seu ser, o amor nunca crescerá.
Você nunca conhecerá a glória da vida e o esplendor da consciência.
...Esse é todo o meu trabalho aqui - simplesmente descascar as cebolas. Descascar até o ponto onde nada permaneça - apenas a amplitude e o silêncio.
Porque uma cebola nada mais é que camadas e camadas e camadas,
e quando a camada final é retirada, suas mãos ficam vazias.
Em tais mãos vazias desce toda a glória, todo o reino de Deus.
Você não tem que ficar parado no caminho,
você tem que ceder o lugar de modo que Deus possa entrar.
....Sim, existe dor porque todas essas crenças,
pensamentos e filosofias tornaram-se parte de você,
e numa tal dimensão que não é como tirar as suas roupas
- é algo como tirar a sua própria pele. É doloroso.
Mas essa dor vale a pena.
Ela é quase a dor de uma cirurgia, para remover o câncer de sua alma.
E uma vez que você tenha passado pela dor, o medo se acaba, a ambição se acaba.
....toda ambição existe a partir do medo.
Toda ambição existe a partir de um complexo de inferioridade,
porque você tem medo de ser você mesmo.
Você quer ser alguma outra pessoa
- um presidente do país, um primeiro-ministro,
o homem mais rico... e as pessoas encontram diferentes alternativas,
pois tantas pessoas não podem ser o presidente,
não podem ser o mais rico, não podem ser o primeiro-ministro.
....O homem está em busca de ser alguém.
Ele não consegue se permitir simplesmente ser ele mesmo.
Simplesmente ser ele mesmo significa ser ninguém.
....As pessoas querem ser alguém. Mas é devido ao medo.
O medo é de que ninguém o conheça;
de que não faça qualquer diferença para o mundo se você existir ou não.
Ninguém se lembrará se você esteve aqui ou não.
As pessoas não estão interessadas em viver, mas em serem lembradas.
Qual a utilidade de ser lembrado quando você já estiver morto?
E certamente não existe fim, porque não existe começo algum.
A Existência sempre esteve aqui,
ela está aqui, ela sempre estará aqui,
e nós somos parte dela.
As formas podem mudar, mas a realidade essencial permanece a mesma.
.....O único problema para alcançar novamente a sua infância
é que tudo aquilo que, devido à confiança e ao medo,
você aceitou da família, da sociedade, da igreja, da escola
- terá que ser abandonado.
Isto precisa de coragem.
Mas o que você abandonar não tem significado
e o que você vai ganhar é imenso em sua verdade,
em sua beleza, em sua alegria.
E isto vale a pena, abandonar tudo e
tornar-se uma criança inocente novamente.
.....Naturalmente, a segunda infância tem uma grande diferença da primeira.
A primeira infância era ignorante e a segunda é inocente.
O ponto de demarcação é muito difícil, mas uma vez compreendido, é simples.
A criança ignorante parece inocente, mas logo ela perderá a sua ignorância.
Ela terá que se tornar instruída.
Na medida em que ela cresce, ela terá que alcançar todos os tipos de conhecimentos, simplesmente para sobreviver na sociedade.
A segunda infância chega depois que já você tiver conhecido tudo e souber da futilidade de todos esses conhecimentos e os tiver abandonado.
Isso não é ignorância - é apenas um tipo de consciência totalmente diferente.
Isso é consciência.
Você não cairá novamente na armadilha de ser bem informado.
A primeira infância era somente negativa, a segunda é alguma coisa positiva.
Ignorância significa ausência de conhecimento.
Inocência significa a presença do deslumbramento".
OSHO - The Hidden Splendor
Mas meus sonhos e pensamentos estão completamente marcados por ela.
As coisas que vi, as palavras que ouvi durante aquele período mudaram muita coisa dentro de mim. Algumas não se tornaram melhores do jeito que eu gostaria, mas eu ganhei uma liberdade que não possuía antes.
Eu estava tão presa que não sabia que não confiava.
Não me transformei - infelizmente.
Ainda reconheço em mim a desconfiança de quem sofreu decepções, mas
eu admito que sou assim, e busco (tentando que seja sem esforço)
um caminho melhor para o meu coração e o meu corpo.
Um dia minha primeira terapeuta corporal me disse que eu devia ouvir o meu coração.
Me disse que o meu coração sabia as respostas.
Quase a mesma coisa que este texto coloca.
Lembrei dela, daquela sessão de bioenergética, e resolvi colocar aqui,
na minha bolsa amarela, o meu maior objetivo ... confiar na existência e fluir.
Aprender a confiar
:: Elisabeth Cavalcante ::
Em inúmeras situações da vida, nos sentimos perdidos como um náufrago em alto mar, sem qualquer referência que nos aponte uma saída segura. Nestes momentos, a única bússola na qual podemos confiar é nossa própria percepção, o guia primordial capaz de nos conduzir ao caminho mais acertado.
Ocorre que, para a maioria das pessoas, confiar na percepção interior é algo quase impossível, pois isto as faz sentirem-se malucas ou, no mínimo, excêntricas. Para muitos de nós a racionalidade ainda é considerada a única fonte segura para a tomada de decisões.
Confiar na sabedoria da existência e entregar-se aos seus desígnios sem qualquer hesitação é um aprendizado lento, que exige uma boa dose de paciência e o controle do medo e da ansiedade, pois ambos nos levam a desejar desesperadamente uma solução imediata de nossos problemas.
Outro momento em que nossa intuição é colocada à prova, é quando nos guiamos por ela e nossas ações são contestadas pelos outros, que nos julgam e criticam de acordo com seus próprios valores.
Se não tivermos uma confiança absoluta naquilo que nos dita nossa voz interior, certamente nos deixaremos arrastar pelo corrente dissonante, e acabaremos por agir de acordo com as idéias alheias, em vez de seguir nosso coração.
Como somente ele pode saber do que realmente precisamos, o resultado desta negação é, na maioria das vezes, o arrependimento e a culpa por termos confiado mais nos outros do que em nós.
Não importa quantos enganos tenhamos cometido, sempre é tempo de recuperarmos a fé na vida e cultivarmos a certeza de que ela sempre nos direcionará para o que nos traz crescimento e evolução interior.
"Confiança: a nossa conexão com a Existência
....A confiança é a conexão entre você e a existência. Confiança é a mais pura forma de amor, e uma vez que a confiança seja perdida, o amor também se torna impossível.
Jesus não estava seguindo alguém. Ele não estava imitando alguém...
Ele não permitiu que a multidão o reduzisse a uma personalidade falsa.
Ele permaneceu um indivíduo.
Ele arriscou sua vida, mas não se comprometeu com a sociedade.
Era melhor morrer na cruz do que ser um hipócrita. Pelo menos na cruz ele era verdadeiro, autêntico - era ele mesmo.
....Ele poderia ter salvo a sua vida, mas na verdade, isso teria sido a sua crucificação.
Ele aceitou ser crucificado - isso era salvar a sua vida - sem medo, confiando na existência, sem qualquer raiva para com a multidão.
Mesmo em seu último momento na cruz, ele estava pedindo pela multidão:
'Pai, perdoe-os. Eles não sabem o que estão fazendo. Eles são inconscientes.
Nada se pode esperar de pessoas inconscientes'.
Ele tinha apenas trinta e três anos de idade; uma longa vida estava à sua frente. Mas essa é a beleza do homem, ele ter sacrificado essa longa vida que teria sido sem sentido, falsa, enganosa, por algo real, autêntico - sem qualquer lamento, sem
qualquer rancor contra quem quer que seja.
....Todo mundo foi desviado, foi descarrilhado de seu caminho natural.
E foi colocado numa direção que nada significa para si.
É por isso que sempre existe ansiedade, angústia e uma profunda tristeza.
Essa tristeza é existencial; a menos que você possa ser o que lhe é natural, a primavera nunca chegará até você, as flores nunca desabrocharão em seu ser, o amor nunca crescerá.
Você nunca conhecerá a glória da vida e o esplendor da consciência.
...Esse é todo o meu trabalho aqui - simplesmente descascar as cebolas. Descascar até o ponto onde nada permaneça - apenas a amplitude e o silêncio.
Porque uma cebola nada mais é que camadas e camadas e camadas,
e quando a camada final é retirada, suas mãos ficam vazias.
Em tais mãos vazias desce toda a glória, todo o reino de Deus.
Você não tem que ficar parado no caminho,
você tem que ceder o lugar de modo que Deus possa entrar.
....Sim, existe dor porque todas essas crenças,
pensamentos e filosofias tornaram-se parte de você,
e numa tal dimensão que não é como tirar as suas roupas
- é algo como tirar a sua própria pele. É doloroso.
Mas essa dor vale a pena.
Ela é quase a dor de uma cirurgia, para remover o câncer de sua alma.
E uma vez que você tenha passado pela dor, o medo se acaba, a ambição se acaba.
....toda ambição existe a partir do medo.
Toda ambição existe a partir de um complexo de inferioridade,
porque você tem medo de ser você mesmo.
Você quer ser alguma outra pessoa
- um presidente do país, um primeiro-ministro,
o homem mais rico... e as pessoas encontram diferentes alternativas,
pois tantas pessoas não podem ser o presidente,
não podem ser o mais rico, não podem ser o primeiro-ministro.
....O homem está em busca de ser alguém.
Ele não consegue se permitir simplesmente ser ele mesmo.
Simplesmente ser ele mesmo significa ser ninguém.
....As pessoas querem ser alguém. Mas é devido ao medo.
O medo é de que ninguém o conheça;
de que não faça qualquer diferença para o mundo se você existir ou não.
Ninguém se lembrará se você esteve aqui ou não.
As pessoas não estão interessadas em viver, mas em serem lembradas.
Qual a utilidade de ser lembrado quando você já estiver morto?
E certamente não existe fim, porque não existe começo algum.
A Existência sempre esteve aqui,
ela está aqui, ela sempre estará aqui,
e nós somos parte dela.
As formas podem mudar, mas a realidade essencial permanece a mesma.
.....O único problema para alcançar novamente a sua infância
é que tudo aquilo que, devido à confiança e ao medo,
você aceitou da família, da sociedade, da igreja, da escola
- terá que ser abandonado.
Isto precisa de coragem.
Mas o que você abandonar não tem significado
e o que você vai ganhar é imenso em sua verdade,
em sua beleza, em sua alegria.
E isto vale a pena, abandonar tudo e
tornar-se uma criança inocente novamente.
.....Naturalmente, a segunda infância tem uma grande diferença da primeira.
A primeira infância era ignorante e a segunda é inocente.
O ponto de demarcação é muito difícil, mas uma vez compreendido, é simples.
A criança ignorante parece inocente, mas logo ela perderá a sua ignorância.
Ela terá que se tornar instruída.
Na medida em que ela cresce, ela terá que alcançar todos os tipos de conhecimentos, simplesmente para sobreviver na sociedade.
A segunda infância chega depois que já você tiver conhecido tudo e souber da futilidade de todos esses conhecimentos e os tiver abandonado.
Isso não é ignorância - é apenas um tipo de consciência totalmente diferente.
Isso é consciência.
Você não cairá novamente na armadilha de ser bem informado.
A primeira infância era somente negativa, a segunda é alguma coisa positiva.
Ignorância significa ausência de conhecimento.
Inocência significa a presença do deslumbramento".
OSHO - The Hidden Splendor
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Estou curiosa em ver este filme, espero não me decepcionar

'Distrito 9' mostra racismo contra alienígenas no futuro
SÃO PAULO (Reuters) - A invasão da Terra por alienígenas é tema eterno nos filmes de ficção científica, quase sempre com os aliens como vilões.
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Imagine agora o contrário: uma nave com alienígenas doentes e subnutridos chega por acaso à Terra, em 2012, sem nenhuma intenção belicosa. São resgatados numa operação humanitária. No final, acabam segregados em campos de concentração, na África do Sul, onde passam a viver isolados e sem poder se integrar à sociedade.
Os seres extra-terrestres são alimentados com restos de comida e mantidos sob um controle precário com a distribuição de latas de ração para gatos, disputadas no mercado negro e que servem de moeda em troca de armas e drogas.
Em "Distrito 9", de Neill Blomkamp, essa história é contada em tom de falso documentário, numa África do Sul que parece não ter se livrado totalmente do estigma do apartheid, já que usa as políticas do antigo regime que segregava os negros, agora para isolar os alienígenas.
Depois do sucesso estrondoso nos Estados Unidos, "Distrito 9", feito com apenas 30 milhões de dólares, chega aos cinemas brasileiros com a expectativa de carreira semelhante e com uma continuação já em estudo pelos produtores.
Esse apartheid contemporâneo, que prende a atenção pela história e pelos efeitos especiais, faz lembrar o brasileiro "Tropa de Elite", já que nessa África do Sul futurista a tropa de choque chamada para conter as rebeliões dos ETs usa métodos semelhantes aos utilizados pelos comandados do capitão Nascimento.
Blomkamp, que também é sul-africano, cria uma fábula moderna e inquietante ao eleger os seres humanos como os grandes vilões da história. E não faltam referências, nada sutis, aos programas de eugenia da Alemanha nazista e aos métodos empregados pelos governos racistas sul-africanos, antes da abolição do apartheid, para privar a população negra das conquistas do regime.
O Distrito 9, onde os ETs vivem isolados, é semelhante às imensas favelas de Soweto, em Johanesburgo, onde vivia e ainda vive a população negra e pobre do país.
No filme, o controle dos alienígenas é cada dia mais difícil, em face do aumento populacional e das condições precárias em que vivem, clima favorável para a deflagração de constantes rebeliões e atos de vandalismo.
A saída encontrada é transferi-los para um local maior e mais seguro (para a população humana) e à prova de fugas. A coordenação do programa de transferência, criado para parecer pacífico e voluntário, é entregue a Wikus (Sharlto Copley, amigo de infância do diretor), burocrata do departamento responsável pelo controle dos extra-terrestres.
Bonachão e desastrado, Wikus encara a tarefa como uma grande oportunidade de promoção, conseguida pelo pai de sua noiva, chefe do departamento.
Wikus demora a perceber que ele é apenas um "laranja", que fará figuração para que os agentes executem a tarefa de remoção a ferro e fogo. Sua função é apenas dar a aparência de legalidade aos atos de brutalidade.
O funcionário é seguido por um cinegrafista que acompanha seu trabalho e acaba, involuntariamente, sendo testemunha de um grave incidente. Ao revistar o barraco de um dos alienígenas, à procura de armas e materiais proibidos, ele entra em contato com uma estranha substância química que derrama sobre uma de suas mãos.
Os efeitos do produto logo serão conhecidos e tornarão Wikus uma outra pessoa, agora perigosa para a continuidade de todo o programa que, em seus bastidores, revela ser muito diferente do que é propagado por seus criadores.
(Por Luiz Vita, do Cineweb)
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