segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cartas e correspondências

Alguém lembra quando mandou sua última carta?
Aquelas, pelos meios convencionais: ir ao correio, comprar selo,
escrever numa folha de papel, com as próprias mãos.
Eu não lembro mais.

Nunca mais mandei cartões, cartas, no máximo, quando eu vou enviar algum pacote,
coloco um bilhetinho junto para esclarecer alguma dúvida.

Bom, ontem, eu resolvi escrever uma carta.
Só não sei se vou conseguir atender as minhas próprias expectativas.
Mas vou escrever uma carta para o Léo.
Entre nós dois, parece que qualquer comunicação nunca é suficiente.
Não há contato por telefone, sms, skype que pareça transmitir tudo
o que queremos contar um para o outro.
Sempre fica algum assunto pendente, uma pergunta por fazer, uma história pra contar.
Ele e o Vini, são hoje as pessoas com quem eu mais converso.
Mesmo com toda a distância entre nós.
Mesmo que conversar signifique teclar.
Já me peguei fazendo alguma coisa, ou ouvindo, e pensando ...
"bah, preciso contar isso para o Léo".
É a relação mais maluca que eu já tive.
Seria o amor da minha vida, se não tivéssemos vários 'senões' entre nós.
Eu, e todos os meus dramas, traumas e desconfianças, a distância,
e ele com toda a confusão que parece brotar como mato na vida dele.
Mas eu acho que ele sempre será o amor da minha vida.
Meio irmão, meio parceiro, meio paixão, meio vínculo que eu não consigo explicar.
Meio herói num pedestal por ter sido o primeiro homem com quem convivi relaxadamente.
Não faço a menor idéia de que tipo de relacionamento nós dois desenvolvemos,
mas - aparentemente - não se inclui em nenhuma categoria que eu conheça.
Acho que pra ele a nossa relação é mais clara,
eu sou uma irmã que a vida trouxe pra ele.
Eu não vejo isso com tanta nitidez, mas ...
ao mesmo tempo, não sei se algum dia seria permitido uma relação diferente.
Nem sei se é necessário termos uma relação com rótulo.
Talvez sejamos dessas pessoas abençoadas que vivem algo completamente diferente e são felizes assim.
Conversamos sobre tantas coisas: mulheres, homens, inseguranças,
trabalhos, sonhos, loucuras, amigos, decepções, vitórias, etc, etc, nunca termina.
É claro que eu converso com vários amigos, e sobre vários destes mesmos assuntos, mas ... sei lá, com ele essas conversas sempre foram leves e divertidas.
De certa forma, eu tenho a sensação que a melhor Lenira
existe quando está conversando com o Léo.
E não existe nenhum esforço nisso.
Não estou encenando.
Estou sendo eu mesma, me divertindo, brincando, sendo feliz.
E quando ele não está bem, eu sinto muita dor.
Principalmente, por que eu nunca posso fazer nada.
São lutas que só pertencem a ele, e eu só posso estar presente.
E isso é outra loucura: como se pode estar presente
na vida de alguém que mora há 1200 kilômetros de onde tu estás?
Mas eu sempre me esforço em estar presente.
E, frequentemente, sinto a presença dele.
Sei que ele consegue no meio da perturbação lembrar de mim.
Como eu posso ter tanta certeza?
De onde vem essa convicção?

Eu não oro mais.
Quando eu rompi meus laços com a IJCSUD, eu rompi com este exercício.
Pelo menos, da forma convencional, olhos fechados, mãos postas, ajoelhada,
implorando condescendência de um ser vingativo e irado.
Eu converso com o divino e expresso minhas emoções.
Ando pela casa, fazendo as minhas coisas e começo a conversar.
E na verdade, eu sou muito mais irada do que qualquer divindade poderia ser.
Converso com o divino sobre vários amigos.
E converso com o divino sobre o Léo, e minhas preocupações com ele.
Sempre peço que a existência tenha generosidade com meu amigo Léo.
Mas admito que, já pedi também, para que a existência rompesse nossa conexão.
Não é nada contra, não.
Mas também não sou a favor.
É algo tão desconhecido que já me passou pela cabeça que talvez não seja saudável.

Ele é o irmão que eu sempre quis ter.
O amigo em quem eu confio.
O homem que eu acho atraente.
O ser humano com quem eu me importo.
E ele consegue me fazer crer que eu sou uma pessoa melhor do que sempre acreditei.
Já chorei muito por causa das vezes em que ele me fez sentir isso.
Somente quem ouviu várias críticas sobre sua capacidade de amar,
faz noção do que é ler, ouvir, alguém que se considera tanto,
dizendo que tu és generosa, amorosa!
Quando essa pessoa diz, que - de alguma forma que eu não consigo ver -
eu contribuí pra ele estar melhor hoje.
Mesmo escrever sobre isso, me dá lágrimas nos olhos.
Mas eu já melhorei.
Não fico tão sombria e fechada, logo depois de receber este tipo de elogio.
Eu já consigo crer.
E se não fosse o Léo, talvez eu nunca começasse a exercitar esta crença em mim.
O absurdo da questão, é que eu sei que pra ele a reação deve ser semelhante.
Ele também já levou tanta rasteira, tanta dor, tanta decepção.
Não deve ser simples quando eu digo que o amo.
E estou sendo verdadeira.
Não estou encenando.
Não consigo dizer isso com frequencia.
Mesmo após vários "eu te amo" namastêmicos,
eu ainda sou cheia de cuidados para usar uma frase tão intensa.

Será que é possível que alguém compreenda o que eu sinto?
A minha amizade com o Léo, abriu espaço
para que a minha relação com o Vinícius
seja muito semelhante.
Ainda não tão tresloucada, mas em vias de.
Claro que ele ainda é top de linha (risos)

Eu ainda vou escrever a carta pra ele.
Não sei se vou falar destas coisas, mas é uma das intenções.
Mas quero contar pra ele como eu me sinto, as coisas que eu vejo aqui,
das coisas que eu quero construir e ainda não consegui, etc., etc, etc.
Hoje mesmo vou na papelaria comprar um bloco de papel de seda.
O papel que eu usava quando escrevia para o Fernando, há décadas atrás
(e isso é exatamente a verdade, sem exageros escorpianos).

Em 2010, espero que continuemos tão próximos quanto os últimos meses.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estes dois textos abaixo, estavam no meu perfil do orkut, mas ... estou a fim de mudar, e ao mesmo tempo não quero me desfazer destes dois textos que eu acho que tem tanto de semelhança comigo.
Agora fazem parte dos meus trecos e cacarecos.


"Sou o intervalo entre o que desejo ser
e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ..."

Álvaro de Campos



Não cobiço nem disputo os teus olhos
não estou sequer à espera que me deixes ver através dos teus olhos
nem sei tampouco se quero ver o que vêem e do modo como vêem os teus olhos
Nada do que possas ver me levará a ver e pensar contigo
se eu não for capaz de aprender a ver pelos meus olhos e a pensar comigo
Não me digas como se caminha e por onde é o caminho
Deixa-me simplesmente acompanhar-te quando eu quiser
Se o caminho dos teus passos estiver iluminado
Pela mais cintilante das estrelas que espreitam as noites e o dias
Mesmo que tu me percas e eu te perca
Algures na caminhada certamente nos reencontraremos
Não me expliques como deverei ser
Quando um dia as circunstâncias quiserem que eu me encontre
No espaço e no tempo de condições que tu entendes e dominas
Semeia-te como és e oferece-te simplesmente à colheita de todas as horas
Não me prendas as mãos
Não faças delas instrumento dócil de inspiração que ainda não vivo
Deixa-me arriscar o molde talvez incerto
Deixa-me arriscar o barro talvez impróprio
Na oficina onde ganham forma e paixão todos os sonhos que antecipam o futuro
E não me obrigues a ler os livros que eu ainda não adivinhei
Nem queiras que eu saiba o que ainda não sou capaz de interrogar
Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer e dos teus gestos
Ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.
Ademar Ferreira dos Santos

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O amor, a amizade e a gravidade segundo Paul McCartney

Hoje, me deu vontade de, realmente, conhecer os Beatles.
Tudo por causa de um texto que o crítico Regis Tadeu postou no yahoo.
Claro, que não foi ele que escreveu, acho que aí está um dos principais méritos.
Mas leiam comigo:

Minha amiga Monaliza Souza, já conhecida de vocês por conta de alguns textos bem bacanas que publico neste espaço, ficou tão embasbacada por ter presenciado uma apresentação de Paul McCartney em Paris na semana passada, que pedi a ela que dividisse essa experiência com vocês.

Abaixo, segue o texto que ela enviou diretamente da capital francesa (o e-mail dela é mona.souza@gmail.com ), ainda envolta com a sensação de magia proporcionada por ver e ouvir o velho Paul cara a cara.


"São sete e meia de uma noite fria e úmida em Paris. Eu e meu amigo Affonso estamos assustados com a fila gigantesca na frente do ginásio de Bercy, em Paris, onde vamos assistir a um show da atual turnê de Paul McCartney.


O ginásio, com capacidade para 17 mil pessoas, parece pequeno para acomodar aquele povo todo, mas de algum modo parece que todos entraram. Já lá dentro, mais relaxados por saber que o início da apresentação havia esperado por nós, pegamos uma cerveja cada um e aguardamos o grande momento.


A iluminação do palco é acionada e o público alvoroçado começa a aplaudir, mas ainda não é ele. O telão começa a projetar imagens fantásticas, misturando fotos, ilustrações e vídeos de Paul, Beatles, Wings... Era apenas uma introdução, prenúncio luxuoso do que estava por vir.
Pouco depois das nove da noite, sir Paul McCartney e sua banda maravilhosa entram no palco. Estamos tão próximos a eles que é difícil de acreditar que não estamos sonhando.
Eles abrem o show com "Magical Mystery Tour" (veja aqui ), com imagens coloridas e fractais no telão de fundo, que ao longo do show se prova um espetáculo à parte. E é claro que nós todos embarcamos na viagem. Carrões em alta velocidade surgem na tela e a banda emenda com "Drive My Car", numa versão superdançante, seguida de "Jet", que mantém o astral lá em cima e nossos pés impossibilitados de ficar no chão (veja aqui).


Paul então vem ao microfone para dar boa noite a Paris. Sua simpatia e o inequívoco bom humor nos fazem lembrar que estamos diante de Paul McCartney. Do beatle Paul McCartney! Isso pode parecer uma bobagem para outros mortais, mas não para mim e para as outras 16.999 pessoas em Bercy naquela noite. Para nós, aquele era um momento único na vida.


E mesmo sendo um beatle, mesmo já tendo tocado para milhares de pessoas, aquele parecia ser um momento especial para Paul também. Ele pede um minuto para olhar para o público, dizendo que aquilo é tão bacana que ele quer olhar bem para guardar na memória. Bercy vai ao delírio.
A música seguinte é "Only Mama Knows", a minha favorita de seu mais recente disco, Memory Almost Full, e me faz lembrar o amigo mais beatlemaníaco que tenho, Ricardo, que me pediu que pensasse nele quando tocassem esta canção. É nessa hora também que finalmente consigo prestar atenção na banda.


E como é boa essa banda! Os arranjos estão bem rock n'roll e isso vai ficando cada vez mais evidente à medida que o show avança com "Flaming Pie", "Got to Get You Into My Life" e "Let Me Roll It" (veja aqui)), sendo que esta última termina emendada em "Foxy Lady", a primeira homenagem da noite. Paul conta que, quando viu Jimi Hendrix tocando essa música, ficou alucinado com sua performance na guitarra e, que depois de tocá-la, Hendrix foi ao microfone e perguntou "Eric está por aí?", referindo-se a Eric Clapton, que estava lá e se escondeu.


O show desta noite estava recheado de homenagens. Ele dedicou "My Love" a todos os "amoureax", dizendo que escreveu esta canção para Linda, mas que ficava feliz de dividi-la com outros apaixonados (veja aqui). Antes de cantar "Blackbird", Paul fala das discussões sobre os direitos humanos com relação ao preconceito racial na década de 60, contando que escreveu a música naquela época e que ela fala sobre a esperança mesmo nos momentos mais sombrios.


Ele homenageou também de maneira sublime a França, Paris e os franceses. Incluiu no setlist a canção "Michelle", acompanhado de um acordeon - que não poderia soar mais francês - e imagens da Torre Eifel sob a lua cheia no telão (veja aqui). E anunciou de maneira engraçadíssima "Obladi Oblada" - "Nunca toquei essa música na França. E ela é em francês!". Todo mundo riu... (veja aqui).


Mas as grandes homenagens da noite foram para os Beatles. A primeira delas para a banda em si. "Got to Get You Into My Life" levou as pessoas ao delírio, mostrando no telão as animações dos Beatles para o jogo RockBand. A segunda homenagem foi para John Lennon. Paul emociona a todos ao dizer que, às vezes, os momentos passam e não dizemos às pessoas que as amamos e anuncia em francês: "Essa música é para meu amigo John. É como se fosse uma conversa que poderíamos ter tido", antes de tocar "Here Today" (veja aqui).


A homenagem mais bonita da noite, porém, foi a que ele fez a George Harrison. Antes de sequer anunciar qual seria a canção, Paul foi aplaudido por vários minutos ao dizer em francês que aquela música era dedicada a George. Com um ukelelê nas mãos, ele conta que George tocava o instrumento como ninguém e faz uma imitação engraçada do amigo tocando velhas canções americanas, dizendo ainda que aquele instrumento foi um presente de George para ele. E então, sozinho no palco, Paul começa a tocar "Something" de maneira leve e divertida (veja aqui). Essa música é tão incrível que mesmo sozinho no palco, fazendo graça com o ukelelê, Paul consegue fazer a música crescer e envolver todo o público, que chega ao auge da canção cantando a plenos pulmões em uníssono: "I don't know, I don't know". E sem que a gente perceba a troca de instrumentos, a banda volta ao palco, Paul pega um violão, a guitarra começa o clássico solo da música e o telão projeta imagens incríveis de George Harrison em vários momentos da vida: sozinho, com os Beatles, cabeludo, adolescente, junto com Paul em situações de muita cumplicidade, fumando, no estúdio... O arranjo da música é tão grandioso com a entrada de coros, guitarras e violões que deixa as pessoas emocionadas. E eu vou às lágrimas, claro.


As canções dos Beatles, obviamente são as que mais comovem as pessoas, mas algumas delas são verdadeiros hinos, como "A Day in the Life" (veja aqui), que Paul une com outro hino em nova homenagem a Lennon, "Give Peace a Chance". Os franceses cantam o refrão com as mão para cima, dedos em V, enquanto o telão projeta o símbolo de paz e amor. Pura catarse.


Mas não pude deixar de me perguntar: e a homenagem a Ringo? Será que o Macca só faz homenagens a Beatles falecidos? Pobre Ringo... Ninguém parece preocupado com isso, claro. Fica difícil mesmo pensar em qualquer outra coisa diante de um show tão bem montado, com um setlist irretocável e momentos clássicos e muito esperados, como aqueles em que Macca vai para o piano, situado no alto do palco, onde todos conseguem vê-lo tocar - até eu, com menos de 1,60 m de altura! É realmente viver um sonho ver um show de Paul McCartney com toda a qualidade e conforto. E meu ingresso de pista era o mais barato de todos os lugares disponíveis no ginásio. Inacreditável!


E toda vez que ele subia ao piano, antes mesmo de começar a tocar, o público ficava em polvorosa. Não era à toa. "The Long and Winding Road" foi a primeira ao piano (veja aqui), que Paul emendou com uma canção inédita e linda, "I Want to Come Home" (veja aqui), que faz parte da trilha sonora de um novo filme com Robert De Niro, que ficamos loucos para assistir, de tão bonitas que eram as imagens do filme mostradas no telão. Esse foi um momento bem romântico do show. Depois de dedicar "My Love" a Linda e aos apaixonados, Paul deixa o piano fazendo um coração com os braços sobre a cabeça. Todos riem. O amor, para Paul McCartney é motivo de alegria, não de tristeza.
Apesar do telão de altíssima fidelidade, o show parece ser um espetáculo simples. O palco não é particularmente complicado. A iluminação é elaborada, mas nada muito grandiosa. Paul está vestido de forma elegante, com suspensórios, mas é o Paul McCartney de sempre, sem firulas. E mesmo a banda sendo numerosa, nada chama muito a atenção.


Nos minutos finais do show, porém, a coisa fica espetaculosa, sim. "Live and Let Die", a penúltima canção antes do bis, é executada de maneira clássica, com seus arranjos elaborados e ricos. Uma explosão de fogos de artifícios no meio da música chega até a assustar o público, que não esperava um show pirotécnico dentro de um ginásio fechado (veja aqui). As pessoas mal recuperam o fôlego e ele começa "Hey Jude" (veja aqui). Catarse novamente. Sir McCartney sai do palco ovacionado. O público não arreda o pé. Todos sabem que vai ter mais.

Na verdade, ele volta mais duas vezes. No primeiro bis, surgem "Day Tripper" (veja aqui), "Lady Madonna" e "Get Back" (veja aqui); no segundo, "Yesterday" (veja aqui), "Helter Skelter" - em uma versão heavy metal que faz a gente chacoalhar a cabeça como se não houvesse amanhã (veja aqui) - e "Sgt. Peppers..." emendada em "The End", que finaliza o show (veja aqui). Um final emocionante. As pessoas aplaudem sem parar, enquanto aquele jovem senhor, depois de quase três horas de apresentação, aos seus 67 anos, corre de um lado ao outro do palco com as mãos levantadas, parando no microfone de vez em quando para fazer piadas como "Está na hora de eu ir para casa. Aliás, está na hora de vocês irem para casa, não acham?". Ele então não voltou mais e a gente teve que ir pra casa mesmo.

Quando as luzes acenderam, as pessoas pareciam borboletas. Todos pareciam flutuar. Se esse fosse um filme de Woody Allen, era o momento em que todos os personagens iriam para a casa voando. A gravidade e a idade são supérfluas e absolutamente ignoradas no universo de Paul McCartney. "Obladi, oblada, life goes on, la-la-la-la life goes on!"...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Clarice Lispector

Se existisse essa possibilidade, eu a colocaria em prática rapidamente, pois se tem uma coisa com a qual eu me identifico é "Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras".
Mas são as palavras de Clarice Lispector.



Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chuva

Tá chovendo dentro da biblioteca.
Em cima das estantes do infantil.
Isso lá tem cabimento?
Claro que não.
Mas as empresas são malucas.
Chego a estar com dor de cabeça de ouvir o barulho da chuva o tempo inteiro aqui.

O Google e o futuro do livro

Reproduzindo texto publicado na Folha de São Paulo, dia 29/11/2009.


HISTORIADOR AFIRMA QUE DIGITALIZAÇÃO NÃO SUBSTITUI AS BIBLIOTECAS E DIZ QUE EMPRESAS PRIVADAS NÃO DEVEM OCUPAR O ESPAÇO DO ESTADO NESSE SETOR

ROGER CHARTIER
Digite "google" no serviço de pesquisas Google, em www.google.com: a tela indicará a presença da palavra, e da coisa, em "mais de 400 milhões" de documentos. Se o sacrilégio não o incomoda, repita a operação e digite "dieu" [deus, em francês]: "cerca de 33 milhões" documentos serão propostos como retorno.
A comparação basta para compreender por que, nos últimos meses, todos os debates sobre a criação de coleções digitais de livros vêm sendo fortemente influenciados pelas iniciativas incessantes da empresa californiana. A mais recente é o lançamento [previsto para 2010] da livraria digital paga Google Editions, que explorará comercialmente parte dos recursos acumulados pelo Google Books. A obsessão pelo Google, por mais legítima que seja, pode resultar no esquecimento de certas questões fundamentais acarretadas pela digitalização de textos existentes em outra mídia, impressa ou manuscrita.
Essa operação serve como fundamento à criação de coleções digitalizadas que permitirão acesso remoto aos acervos preservados pelas bibliotecas. Aqueles que considerarem inútil ou perigosa essa extraordinária possibilidade que está sendo oferecida à humanidade serão decerto insensatos. Mas nem por isso devemos perder a sensatez.
A transferência do patrimônio escrito de um meio para outro já teve precedentes. No século 15, a nova técnica de reprodução de textos foi colocada a serviço dos gêneros que então dominavam a cultura dos manuscritos: manuais de escolástica, compilações enciclopédicas, calendários e profecias. Nos primeiros séculos da nossa era, a invenção do livro que continua a ser o nosso, em formato códice, com suas folhas, suas páginas e seus índices, acolheu em um novo objeto as escrituras cristãs e as obras dos autores gregos e latinos.
A história não ensina lição nenhuma, apesar do lugar-comum em contrário, mas, nesses dois casos, ela aponta para um fato essencial à compreensão do presente, a saber: que um "mesmo" texto deixa de ser o mesmo quando muda o suporte sobre o qual está inscrito e, com isso, suas formas de leitura e o sentido que lhe venha a ser atribuído por novos leitores. As bibliotecas sabem disso.
Cabe lembrar que proteger, catalogar e permitir o acesso aos textos continua a ser tarefa essencial das bibliotecas, e isso inclui oferecer acesso a todas as formas sucessivas ou concomitantes nas quais os leitores do passado os tenham lido. Essa é a primeira justificação da existência das bibliotecas, como instituição e como local de leitura.

Memória das formas
Mesmo supondo que os problemas técnicos e financeiros da digitalização venham a ser resolvidos e que todo o patrimônio escrito possa vir a ser preservado em forma digital, a conservação e comunicação das formas anteriores de suporte não se tornará menos necessária.
Pois o que é essencial, aqui, é a profunda transformação que veremos na relação entre fragmento e totalidade. Pelo menos até os nossos dias, no mundo eletrônico, é a mesma superfície iluminada da tela dos computadores que propicia a leitura dos textos, todos os textos, quaisquer que sejam seus gêneros e funções.
Rompe-se, assim, a relação que, em todas as culturas escritas anteriores, ligava estreitamente os objetos, os gêneros e os usos. Foi essa relação que organizou as diferenças imediatamente percebidas entre os diversos tipos de publicações impressas e as expectativas de seus leitores -guiadas pela própria materialidade dos objetos que transmitem essas diferenças. Já no mundo da textualidade digitalizada, o discurso não se inscreve mais nos objetos, algo que permitia que eles fossem classificados, hierarquizados e reconhecidos em sua identidade própria.
Temos um mundo de fragmentos descontextualizados, justapostos, indefinidamente reconstituíveis, sem que seja necessária ou desejável a compreensão da relação que os inscrevia na obra da qual tenham sido extraídos. Seria possível objetar que a situação sempre foi essa na cultura escrita, construída em larga medida e por largo período com base em coletâneas de extratos, de antologias de lugares-comuns, de trechos seletos. Certo. Mas, na cultura da mídia impressa, o desmembramento dos escritos é acompanhado pelo seu oposto: sua circulação em formas que respeitam sua integridade e, ocasionalmente, os reúnem em forma de "obras" -completas ou não.
Além disso, no livro em si, os fragmentos são necessária e materialmente integrados a uma totalidade textual, reconhecível como tal. Diversas consequências decorrem dessas diferenças fundamentais. A própria ideia de revista se torna incerta, porque a consulta aos artigos já não está ligada a uma lógica editorial que se torna visível pela composição de cada número, mas, sim, que se organiza a partir de uma ordem temática de rubricas. E é certo que as novas maneiras de ler, descontínuas e segmentadas, se enquadram mal às categorias que regiam o relacionamento entre leitores e textos.
São exatamente essas propriedades fundamentais da textualidade digital e da leitura diante de uma tela que o projeto comercial do Google pretende explorar. O mercado da empresa é o da informação. Os livros, como todos os demais recursos digitalizáveis, constituem uma imensa jazida da qual é possível realizar extrações.

Lucro
Daí decorre a percepção imediata e ingênua de todo livro, de todo discurso, como um banco de dados que fornece "informações" àqueles que as procuram. Satisfazer essa demanda e extrair um lucro é o primeiro objetivo da empresa californiana, e não construir uma biblioteca universal à disposição da humanidade.
E o Google não parece estar bem equipado para a tarefa, a julgar pelos múltiplos erros de datação, classificação e identificação cometidos durante a extração automática de dados. Essa descoberta genial de um novo mercado, em permanente expansão, e as proezas técnicas que deram ao Google um quase monopólio sobre a digitalização em massa garantiram o grande sucesso e os copiosos benefícios dessa lógica comercial. Ela supõe a conversão eletrônica de milhões de livros, entendidos como uma mina inesgotável de informações.
E exige, em consequência, acordos, já realizados ou ainda por vir, com as grandes bibliotecas do mundo. Mas também um processo de digitalização em larga escala, pouco preocupado com o respeito aos direitos autorais, e a formação de um gigantesco banco de dados, capaz de absorver outros bancos de dados e de arquivar informações pessoais sobre os internautas que utilizam os múltiplos serviços oferecidos pelo Google. Os representantes da companhia americana percorrem o mundo e as conferências para proclamar suas boas intenções: democratizar a informação, tornar acessíveis livros indisponíveis, remunerar corretamente as editoras e autores. E assegurar a conservação, "para sempre", de obras ameaçadas pelos desastres que podem afetar as bibliotecas. Essa retórica de serviço público e de democratização universal não basta para rebater as preocupações causadas pelos empreendimentos do Google.
Em artigo para o "New York Review of Books" (12/2/09) e em livro publicado recentemente, "The Case for Books -Past, Present and Future" [Defesa dos Livros - Passado, Presente e Futuro, ed. Pub- licAffairs, 240 págs., US$°23,95, R$°41], o historiador Robert Darnton apela aos ideais do iluminismo para alertar contra a lógica do lucro que orienta as empreitadas do Google.
É fato que, até o momento, continua a haver uma clara distinção entre as obras caídas em domínio público, disponíveis gratuitamente via Google Books, e os livros protegidos por direitos autorais, órfãos ou não, cujo acesso e aquisição, via Google Editions, são pagos. Mas nada garante que no futuro a empresa, dada sua situação monopolista, não venha a impor preços consideráveis pelo acesso, a despeito de sua ideologia do bem público e do acesso público hoje oferecido.

Compromissos
Não se pode esquecer que já existe um vínculo entre os anúncios publicitários, que garantem os consideráveis lucros do Google, e a hierarquização de "informações" que resulta de cada busca nesse site.
Além disso, em numerosos casos, a utilização pelas bibliotecas de suas próprias coleções, digitalizadas pelo Google (mesmo quando se trata de obras de domínio público), está sujeita a condições completamente inaceitáveis, tais como a proibição de explorar os arquivos digitalizados por algumas décadas ou de uni-los aos arquivos de outras instituições. E há outro segredo completamente inaceitável: o que envolve as cláusulas dos contratos assinados entre a empresa e cada biblioteca. A justa reticência diante de uma parceria assim arriscada tem diversas consequências.
Para começar, é preciso exigir que o financiamento público a programas de digitalização esteja à altura das necessidades, dos compromissos e das expectativas de que os Estados não transfiram a empresas privadas a responsabilidade pelos investimentos culturais de longo prazo que lhes cabem. Também é necessário decidir prioridades, sem necessariamente imaginar que todo "documento" deva ser digitalizado. A obsessão, talvez excessiva e indiscriminada, pela digitalização não deve mascarar um outro aspecto da "grande conversão digital", para retomar a expressão do filósofo Milad Doueihi. Essa escrita palimpséstica e polifônica, aberta e maleável, infinita e móvel confunde as categorias que, desde o século 18, servem como fundamento à propriedade literária. Essas novas produções escritas, muitas das quais digitais já de origem, propõem a difícil questão de como se deve conservá-las e arquivá-las.
É preciso estar atento, mesmo que a urgência atual seja a de decidir como e por quem será realizada a digitalização do patrimônio escrito, à necessidade de que a "República digitalizada do saber" não seja confundida com o grande mercado de informação onde o Google e outros oferecem seus produtos.


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ROGER CHARTIER é professor no Collège de France e autor de "Inscrever e Apagar - Cultura, Escrita e Literatura" (ed. Unesp). A íntegra deste texto foi publicada no jornal "Le Monde". Tradução de Paulo Migliacci .

sábado, 28 de novembro de 2009

Somewhere Only We Know - Keane



I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me
Is this the place, we used to love
Is this the place that I've been dreaming of

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
(Somewhere only we know)

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Resoluções de ano novo

Sim, eu sei, o ano não mudou.
Mas o meu ano novo já chegou.
Fiz aniversário no dia 02/11/2009: 39 aninhos.
E resolvi fazer desta data uma data para novas resoluções.
Primeiro, não entrei na neura de fazer ou não fazer festa de aniversário.
Fiz o que era a fim de fazer naquela dia:
aproveitei o sol, que era tudo de que eu precisava de manhã;
fiz umas comprinhas imbecis e desnecessárias,
mas que me divertiram.
A tarde, fui com o DeLaRocha ao Ibirapuera, tomar mais sol.
Ficamos lá, lagarteando. (muito gostoso!!)
Depois, fiz a proposta de irmos em algum boteco tomar algumas cervejas.
Nada estressante: apenas uma volta e umas cevas, sem grandes alarges.
Nesta caminhada, em plena R. Augusta, encontramos a Maria e a Dani,
procurando um boteco para beber.
Nos juntamos a elas, achamos um boteco "no jeito",
sentamos por ali e relaxamos.
E eu estava me sentindo ótima com isso.
Não queria um alarde.
Mas queria me sentir relaxada.
Foi gostoso!
Bom, depois voltei pra Paraguaçu e agora
estou tentando colocar em prática minhas resoluções de ano novo astrológico.
Primeiro, enfim, vou entrar na academia.
Hoje será o meu primeiro dia.
Espero que eu consiga curtir e incluir a academia na minha rotina.
Vai ser bom pra mim!
Eu tenho este sentimento.
Não é uma questão de emagrecer, parecer alguma coisa,
mas uma questão de estar mais disposta fisicamente.
Meu corpo merece ser cuidado e eu preciso descobrir como fazer.
Esta é a segunda resolução colocada em prática.
E espero que ela entre definitivamente na minha bolsa amarela,
para ser usada sempre daqui por diante.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Banda Frida

Oi galera,

Preciso registrar e pedir apoio (mais do que moral).
Quando eu ainda morava em Porto Alegre,
meu amigo, Léo Vladimir, me apresentou para o som de uma banda chamada Frida Kahlo.
Ganhei o cd da banda e curti muito o som deles.

Depois me mudei de Porto e soube poucas coisas a respeito do progresso deles (de vez em quando, alguma notícia de que eles estavam tocando nas calouradas da Unisinos).

Mas hoje, ao verificar meus e-mails, descobri que a banda,
agora chamada apenas de Frida,
está participando do
1º CONCURSO IBERO-AMERICANO DE BANDAS UNIVERSITÁRIAS
como representante do Brasil.

Então, quero sugerir a todos que entrem no site do concurso: http://escucha.universia.com.br/concurso/listado-canciones-concurso-maquetas,
e escutem o som dos caras e votem neles.
A votação vai até 1º de novembro.
Vamos dar apoio para o som novo, e de qualidade,
que vem surgindo nesse país, e se destacando
mesmo sem o apoio dos grandes meios de comunicação,
e sem os "esquemas" de gravadoras para se tornar vendável.
Obrigada pela atenção!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Copiando do "Somos todos um"

Fiz três anos de terapia alternativa e há 4 vivo sem ela.
Mas meus sonhos e pensamentos estão completamente marcados por ela.
As coisas que vi, as palavras que ouvi durante aquele período mudaram muita coisa dentro de mim. Algumas não se tornaram melhores do jeito que eu gostaria, mas eu ganhei uma liberdade que não possuía antes.
Eu estava tão presa que não sabia que não confiava.
Não me transformei - infelizmente.
Ainda reconheço em mim a desconfiança de quem sofreu decepções, mas
eu admito que sou assim, e busco (tentando que seja sem esforço)
um caminho melhor para o meu coração e o meu corpo.
Um dia minha primeira terapeuta corporal me disse que eu devia ouvir o meu coração.
Me disse que o meu coração sabia as respostas.
Quase a mesma coisa que este texto coloca.
Lembrei dela, daquela sessão de bioenergética, e resolvi colocar aqui,
na minha bolsa amarela, o meu maior objetivo ... confiar na existência e fluir.



Aprender a confiar
:: Elisabeth Cavalcante ::


Em inúmeras situações da vida, nos sentimos perdidos como um náufrago em alto mar, sem qualquer referência que nos aponte uma saída segura. Nestes momentos, a única bússola na qual podemos confiar é nossa própria percepção, o guia primordial capaz de nos conduzir ao caminho mais acertado.
Ocorre que, para a maioria das pessoas, confiar na percepção interior é algo quase impossível, pois isto as faz sentirem-se malucas ou, no mínimo, excêntricas. Para muitos de nós a racionalidade ainda é considerada a única fonte segura para a tomada de decisões.

Confiar na sabedoria da existência e entregar-se aos seus desígnios sem qualquer hesitação é um aprendizado lento, que exige uma boa dose de paciência e o controle do medo e da ansiedade, pois ambos nos levam a desejar desesperadamente uma solução imediata de nossos problemas.
Outro momento em que nossa intuição é colocada à prova, é quando nos guiamos por ela e nossas ações são contestadas pelos outros, que nos julgam e criticam de acordo com seus próprios valores.
Se não tivermos uma confiança absoluta naquilo que nos dita nossa voz interior, certamente nos deixaremos arrastar pelo corrente dissonante, e acabaremos por agir de acordo com as idéias alheias, em vez de seguir nosso coração.

Como somente ele pode saber do que realmente precisamos, o resultado desta negação é, na maioria das vezes, o arrependimento e a culpa por termos confiado mais nos outros do que em nós.
Não importa quantos enganos tenhamos cometido, sempre é tempo de recuperarmos a fé na vida e cultivarmos a certeza de que ela sempre nos direcionará para o que nos traz crescimento e evolução interior.

"Confiança: a nossa conexão com a Existência
....A confiança é a conexão entre você e a existência. Confiança é a mais pura forma de amor, e uma vez que a confiança seja perdida, o amor também se torna impossível.
Jesus não estava seguindo alguém. Ele não estava imitando alguém...
Ele não permitiu que a multidão o reduzisse a uma personalidade falsa.
Ele permaneceu um indivíduo.
Ele arriscou sua vida, mas não se comprometeu com a sociedade.
Era melhor morrer na cruz do que ser um hipócrita. Pelo menos na cruz ele era verdadeiro, autêntico - era ele mesmo.

....Ele poderia ter salvo a sua vida, mas na verdade, isso teria sido a sua crucificação.
Ele aceitou ser crucificado - isso era salvar a sua vida - sem medo, confiando na existência, sem qualquer raiva para com a multidão.
Mesmo em seu último momento na cruz, ele estava pedindo pela multidão:
'Pai, perdoe-os. Eles não sabem o que estão fazendo. Eles são inconscientes.
Nada se pode esperar de pessoas inconscientes'.

Ele tinha apenas trinta e três anos de idade; uma longa vida estava à sua frente. Mas essa é a beleza do homem, ele ter sacrificado essa longa vida que teria sido sem sentido, falsa, enganosa, por algo real, autêntico - sem qualquer lamento, sem
qualquer rancor contra quem quer que seja.

....Todo mundo foi desviado, foi descarrilhado de seu caminho natural.
E foi colocado numa direção que nada significa para si.
É por isso que sempre existe ansiedade, angústia e uma profunda tristeza.
Essa tristeza é existencial; a menos que você possa ser o que lhe é natural, a primavera nunca chegará até você, as flores nunca desabrocharão em seu ser, o amor nunca crescerá.

Você nunca conhecerá a glória da vida e o esplendor da consciência.

...Esse é todo o meu trabalho aqui - simplesmente descascar as cebolas. Descascar até o ponto onde nada permaneça - apenas a amplitude e o silêncio.
Porque uma cebola nada mais é que camadas e camadas e camadas,
e quando a camada final é retirada, suas mãos ficam vazias.
Em tais mãos vazias desce toda a glória, todo o reino de Deus.
Você não tem que ficar parado no caminho,
você tem que ceder o lugar de modo que Deus possa entrar.

....Sim, existe dor porque todas essas crenças,
pensamentos e filosofias tornaram-se parte de você,
e numa tal dimensão que não é como tirar as suas roupas
- é algo como tirar a sua própria pele. É doloroso.

Mas essa dor vale a pena.
Ela é quase a dor de uma cirurgia, para remover o câncer de sua alma.
E uma vez que você tenha passado pela dor, o medo se acaba, a ambição se acaba.

....toda ambição existe a partir do medo.
Toda ambição existe a partir de um complexo de inferioridade,
porque você tem medo de ser você mesmo.
Você quer ser alguma outra pessoa
- um presidente do país, um primeiro-ministro,
o homem mais rico... e as pessoas encontram diferentes alternativas,
pois tantas pessoas não podem ser o presidente,
não podem ser o mais rico, não podem ser o primeiro-ministro.


....O homem está em busca de ser alguém.
Ele não consegue se permitir simplesmente ser ele mesmo.
Simplesmente ser ele mesmo significa ser ninguém.

....As pessoas querem ser alguém. Mas é devido ao medo.
O medo é de que ninguém o conheça;
de que não faça qualquer diferença para o mundo se você existir ou não.
Ninguém se lembrará se você esteve aqui ou não.
As pessoas não estão interessadas em viver, mas em serem lembradas.
Qual a utilidade de ser lembrado quando você já estiver morto?
E certamente não existe fim, porque não existe começo algum.
A Existência sempre esteve aqui,
ela está aqui, ela sempre estará aqui,
e nós somos parte dela.
As formas podem mudar, mas a realidade essencial permanece a mesma.

.....O único problema para alcançar novamente a sua infância
é que tudo aquilo que, devido à confiança e ao medo,
você aceitou da família, da sociedade, da igreja, da escola
- terá que ser abandonado.
Isto precisa de coragem.
Mas o que você abandonar não tem significado
e o que você vai ganhar é imenso em sua verdade,
em sua beleza, em sua alegria.
E isto vale a pena, abandonar tudo e
tornar-se uma criança inocente novamente.

.....Naturalmente, a segunda infância tem uma grande diferença da primeira.
A primeira infância era ignorante e a segunda é inocente.
O ponto de demarcação é muito difícil, mas uma vez compreendido, é simples.
A criança ignorante parece inocente, mas logo ela perderá a sua ignorância.
Ela terá que se tornar instruída.
Na medida em que ela cresce, ela terá que alcançar todos os tipos de conhecimentos, simplesmente para sobreviver na sociedade.
A segunda infância chega depois que já você tiver conhecido tudo e souber da futilidade de todos esses conhecimentos e os tiver abandonado.
Isso não é ignorância - é apenas um tipo de consciência totalmente diferente.
Isso é consciência.

Você não cairá novamente na armadilha de ser bem informado.
A primeira infância era somente negativa, a segunda é alguma coisa positiva.
Ignorância significa ausência de conhecimento.
Inocência significa a presença do deslumbramento".

OSHO - The Hidden Splendor

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Estou curiosa em ver este filme, espero não me decepcionar


'Distrito 9' mostra racismo contra alienígenas no futuro

SÃO PAULO (Reuters) - A invasão da Terra por alienígenas é tema eterno nos filmes de ficção científica, quase sempre com os aliens como vilões.
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Imagine agora o contrário: uma nave com alienígenas doentes e subnutridos chega por acaso à Terra, em 2012, sem nenhuma intenção belicosa. São resgatados numa operação humanitária. No final, acabam segregados em campos de concentração, na África do Sul, onde passam a viver isolados e sem poder se integrar à sociedade.

Os seres extra-terrestres são alimentados com restos de comida e mantidos sob um controle precário com a distribuição de latas de ração para gatos, disputadas no mercado negro e que servem de moeda em troca de armas e drogas.

Em "Distrito 9", de Neill Blomkamp, essa história é contada em tom de falso documentário, numa África do Sul que parece não ter se livrado totalmente do estigma do apartheid, já que usa as políticas do antigo regime que segregava os negros, agora para isolar os alienígenas.

Depois do sucesso estrondoso nos Estados Unidos, "Distrito 9", feito com apenas 30 milhões de dólares, chega aos cinemas brasileiros com a expectativa de carreira semelhante e com uma continuação já em estudo pelos produtores.

Esse apartheid contemporâneo, que prende a atenção pela história e pelos efeitos especiais, faz lembrar o brasileiro "Tropa de Elite", já que nessa África do Sul futurista a tropa de choque chamada para conter as rebeliões dos ETs usa métodos semelhantes aos utilizados pelos comandados do capitão Nascimento.

Blomkamp, que também é sul-africano, cria uma fábula moderna e inquietante ao eleger os seres humanos como os grandes vilões da história. E não faltam referências, nada sutis, aos programas de eugenia da Alemanha nazista e aos métodos empregados pelos governos racistas sul-africanos, antes da abolição do apartheid, para privar a população negra das conquistas do regime.

O Distrito 9, onde os ETs vivem isolados, é semelhante às imensas favelas de Soweto, em Johanesburgo, onde vivia e ainda vive a população negra e pobre do país.

No filme, o controle dos alienígenas é cada dia mais difícil, em face do aumento populacional e das condições precárias em que vivem, clima favorável para a deflagração de constantes rebeliões e atos de vandalismo.

A saída encontrada é transferi-los para um local maior e mais seguro (para a população humana) e à prova de fugas. A coordenação do programa de transferência, criado para parecer pacífico e voluntário, é entregue a Wikus (Sharlto Copley, amigo de infância do diretor), burocrata do departamento responsável pelo controle dos extra-terrestres.

Bonachão e desastrado, Wikus encara a tarefa como uma grande oportunidade de promoção, conseguida pelo pai de sua noiva, chefe do departamento.

Wikus demora a perceber que ele é apenas um "laranja", que fará figuração para que os agentes executem a tarefa de remoção a ferro e fogo. Sua função é apenas dar a aparência de legalidade aos atos de brutalidade.

O funcionário é seguido por um cinegrafista que acompanha seu trabalho e acaba, involuntariamente, sendo testemunha de um grave incidente. Ao revistar o barraco de um dos alienígenas, à procura de armas e materiais proibidos, ele entra em contato com uma estranha substância química que derrama sobre uma de suas mãos.

Os efeitos do produto logo serão conhecidos e tornarão Wikus uma outra pessoa, agora perigosa para a continuidade de todo o programa que, em seus bastidores, revela ser muito diferente do que é propagado por seus criadores.


(Por Luiz Vita, do Cineweb)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Irritação

Hoje eu não vou postar os meus textos de utilidade pública, nem informações culturais ou coisas parecidas.
Hoje vou falar de irritação e estresse por causa de uma compra:
Eu comprei uma máquina de lavar pra dar de presente pra minha mãe, e como vivemos na era da internet e das compras eletrônicas eu comprei via site, como já comprei várias coisas na vida e nunca tive problemas.
Mas eu comprei pela porcaria do site do pontofrio.com.
Imagina se não deu em porcaria.
Eu comprei no dia 13/09 e recebi um e-mail informando que a máquina seria entregue até o dia 18/09. Hoje é dia 25/09 e a máquina ainda não foi entregue pra minha mãe.
E a empresa não teve a capacidade de me oferecer uma explicação decente pra não ter efetuado a entrega e nem ao menos entrou em contato para se justificar.
Cada vez que eu ligo ou escrevo pra reclamar,
eles me pedem mais 48 horas para oferecer um retorno,
ou seja, estes prazos se dilatam quase que de forma infinita.
E nada se resolve.
Uma porcaria de empresa, com uma porcaria de serviço.
Se eu tivesse comprado no Magazine Luiza ou no Extra minha mãe já estaria com a máquina, mas eu fui escolher os incompetentes do Ponto Frio, deu nisso ...
nada de máquina de lavar e muito estresse e irritação.
Aconselho a todos:
NÃO COMPREM NADA DO PONTO FRIO.
Não é o primeiro problema que eu tenho com eles, e com certeza não será o último.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Infância : tv e livros



Passei a minha infância perdida entre a tv (com horário controlado pela minha mãe) e os livros (estes totalmente liberados, desde que as lições estivessem em dia).
E da tv, uma das minhas maiores paixões eram os filmes japoneses de ficção científica.
Assisti vários: Ultramen, Ultraseven, Spectreman, e outros, mas eu tenho um carinho especial pelo Robô Gigante.

Chorei litros de lágrimas no dia em que o Robô se rebelou contra as ordens de Daysaku e para salvar a terra voou direto para o céu, com o Imperador Guilhotina, que pretendia explodir seu corpo com força suficiente para explodir o planeta terra.

Por isso, hoje, a matéria do blog eu encontrei no site de cinema: www.omelete.com.
Um site muito legal que eu acompanho já há alguns anos, e que tem uma opção chamada "Lembra desse?".
Pois é, nesse link eu encontrei várias informações sobre o Robô Gigante.
Então, seguimos o baile:




http://www.omelete.com.br/teve/100005298/Lembra_Desse__Robo_Gigante.aspx

Lembra Desse? Robô Gigante
Criação de Mitsuteru Yokoyama completa 40 anos
29/04/2007
Alexandre Nagado

Qual seria o nome mais óbvio para se chamar um robô grande como um edifício? Robô Gigante, claro! Mas há 40 anos, tudo era novidade e esse foi o nome do herói de um dos seriados mais interessantes de seu tempo. Gigantescos robôs guerreiros já haviam aparecido em mangás na década de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Mas a cara de esfinge idealizada pelo desenhista Mitsuteru Yokoyama logo chamou a atenção do público quando ele apareceu pela primeira vez em mangá, em abril de 1967. Adaptado para a TV pela Toei Company poucos meses depois, seu seriado trazia todo o charme e ingenuidade dos filmes de ficção científica desse período.

A trama

No início da aventura, um ser espacial vem com sua nave à Terra e decide conquistá-la usando sua avançada tecnologia para criar monstros e máquinas de guerra. O invasor em questão é o monstro que se auto-intitula Imperador Guilhotina, líder do Bando BF (Big Fire), um exército de soldados e cientistas sempre prontos para cumprir seus planos de dominação mundial. Contra eles, a organização paramilitar Unicorn tem agentes especiais sempre prontos para o combate.

Numa noite tranqüila, o monstro marinho Dacolar surge e afunda um navio de passageiros japoneses, iniciando os ataques do Bando BF. Os únicos sobreviventes são o garoto Daisako Kusama (que viajava sozinho) e um homem chamado Jyuro Minami, o agente secreto U3, da Unicorn. Chegando em uma ilha misteriosa que servia de base para o BF, eles são capturados e levados a um hangar subterrâneo. Lá, encontram o enorme robô de combate que estava sendo finalizado. O cientista que estava sendo forçado a construir o chamado Robô Gigante, mostra a Daisako e Minami o relógio-comunicador que seria usado para comandar sua criação. De brincadeira, Daisako fala perto do microfone, e sua voz acaba sendo registrada na memória do Robô. Mas o velho cientista tinha planos de destruir o gigante de metal para que não fosse usado contra a humanidade e se rebela contra seus captores. Ele acaba morto, mas antes consegue ativar uma bomba que havia preparado.

Minami e Daisako escapam por pouco e, de longe, vêem a base voar pelos ares. Mas, para a surpresa de todos, o Robô Gigante resistiu e a explosão fez com que seus circuitos fossem ativados. Uma vez operacional, Daisako descobre que podia controlar o Robô. Tendo sido a primeira voz identificada pelo gigante, o garoto passa a ser seu mestre.

Recrutado para a Unicorn pelo Chefe Azuma, Daisako recebe o codinome U7, passando a agir secretamente para combater o Bando BF. Entre os destaques da equipe, havia ainda outra criança, a pequena Mari Hanamura, dotada de extrema inteligência.

Arma suprema da Unicorn, o Robô Gigante era capaz de voar e desferir uma variedade de ataques, como raios laser (emitidos dos olhos), lança-chamas (da boca), mísseis (da ponta dos dedos) e seu mais famoso golpe, o Soco de 1 Megaton, que levava qualquer inimigo a nocaute. Enfrentando monstros, outros robôs e gigantescas máquinas de guerra, o Robô Gigante trava batalhas difíceis, sempre vencendo graças ao seu vasto arsenal.

No final da série, o Imperador Guilhotina se torna um gigante e ameaça explodir seu corpo com força suficiente para destruir a Terra. Restou ao robô levar a ameaça para longe e, contrariando ordens de Daisako e mostrando vontade própria, explodir no espaço junto com o vilão. Foi um final bastante dramático e até incomum nesse gênero de seriado, quebrando clichês e deixando muitos fãs chocados.

Aterrisando no Ocidente

Nos EUA, a série foi rebatizada como Johnny Sokko and His Flying Robot. Esse era o título que aparecia na abertura da versão exibida no Brasil. Além da mudança de Daisako para Johnny, o herói Minami fora rebatizado de Jerry e o Bando BF virou a Gargoyle Gang, entre outras alterações. Ignorando tudo isso, a adaptação brasileira seguiu o texto original e manteve os nomes japoneses quando a série foi exibida nos anos 70 na extinta TV Tupi e posteriormente na TV Record.

Uma grande picaretagem cometida na versão exibida nos EUA foi que a empresa American International Television inventou novos créditos, dando a entender que o Robô Gigante era uma produção estadunidense. Tal prática de se chamar tradutor de “roteirista”, responsável pela adaptação de “diretor” e o dono da distribuidora de “produtor” se perpetrou em muitas séries japonesas traduzidas para o público dos EUA e depois redistribuídas para o resto do mundo.

Em 1970, quatro episódios (incluindo o primeiro e o último) foram editados na forma de um longa-metragem para a TV nos EUA, intitulado Voyage into space. O curioso é que a saga toda se passa na Terra (e não no espaço sideral), fato que passou desapercebido pela distribuidora na hora da criação do título.

Série cultuada entre fãs nostálgicos, sua fama atravessou décadas e, em 1992, ganhou uma renomada minissérie em animê diretamente para o mercado de vídeo. Em fevereiro deste ano, uma nova série de TV em animação foi lançada no Japão. Outras animações já foram anunciadas, renovando o fôlego do velho robô para continuar conquistando novas gerações de fãs.

Curiosidades

O título original, Giant Robo (e não “Robot”) é apenas um dos muitos exemplos de inglês errado que aparecem na mídia japonesa. Grafado assim, pode-se dizer que é um nome próprio derivado de “robot”, e não a palavra propriamente dita, por mais estranho que possa parecer.
O ator-mirim Mitsunobu Kaneko havia se destacado antes na série Akuma-kun (“O Pequeno Demônio”), produzido pelo mesmo estúdio Toei Company.
Ele nunca mais teve um trabalho de repercussão e logo saiu da área artística. Faleceu em 1997, aos 41 anos.
O robô grandalhão apareceu em abril de 1967 na revista semanal japonesa Shonen Sunday, da editora Shogakukan.
Voltada ao público adolescente masculino, a revista apresentou vários personagens que seriam conhecidos no Brasil, como Ranma ½, Patlabor, Mai – A garota sensitiva, Inu-Yasha e Kamen Rider Black.
O autor do mangá, Mitsuteru Yokoyama, nasceu em junho de 1934 e morreu em abril de 2004, vítima de um incêndio acidental em sua residência.
Os agentes da Unicorn se saudavam com um gesto de levantar a mão direita e raspar a ponta do polegar com os dedos indicador e médio. O gesto era acompanhado de um forte som (“fuip”), que entrava como efeito sonoro. Muitos garotos certamente tentaram imitar a saudação, sem sucesso...

Apesar dos avançados jatos individuais que usavam nas costas para voar e de seus comunicadores em forma de caneta, os agentes da Unicorn usavam armas contemporâneas, como pistolas automáticas e metralhadoras.

Criada numa época anterior ao termo “politicamente correto”, a série mostrava as crianças Daisako e Marie manejando armas de fogo realistas e liquidando os capangas do Bando BF com naturalidade. Tal coisa seria impensável nos dias de hoje, ainda mais em se tratando de uma série para exportação.

Ficha técnica:
Título original: Giant Robo
Estréia no Japão: 11/10/1967 (Net - atual TV Asahi)
Número de episódios: 26
Criação: Mitsuteru Yokoyama
Roteiro: Masaru Igami, Hisashi Abe e outros
Trilha sonora: Takeo Yamashita
Direção: Hiroichi Takemoto e outros
Produção: Toei Company
Emissoras no Brasil: TV Tupi e TV Record

Elenco:
Mitsunobu Kaneko: Daisaku Kusama/ U7
Akio Itoh: Jyuro Minami/ U3
Yumiko Katayama: Mitsuko Nishino/ U5
Tomomi Kuwabara: Mari Hanamura/ U6
Shozaburou Date: Chefe Azuma/ U1
Matasaburo Tanba: Aranha
Toshiyuki Shiyama: Imperador Guilhotina

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

De vez em quando leio algumas coisas ... as quais eu não resisto

Esse texto saiu na folha de SP, do dia 11/09/2009, e eu achei muuuuuuuuuito interessante.

Por Xico Sá*, especial para BR Press


MODOS DE MACHO - Os machões dançaram, velho Mailer

Diante dos últimos estudos científicos, arrazoados econômicos e observações particularíssimas, creio só nos restar uma saída: a retomada da nossa vocação medieval e agropastoril. A saída está no campo, nas montanhas ou no brejo propriamente dito. É tudo que sobrou para a rastejante criatura do sexo masculino no século 21.


É, amigo, faça como este cronista: comece a comprar também o seu pequeno rebanho de bodes e cabras. Os sinais da nossa falência como seres modernos partem de todas as fontes e disciplinas.


O economista e jornalista Reihan Salamd, em texto para a revista Forbes (republicado no Brasil pela Época Negócios que está nas bancas) solta o rojão apocalíptico: "Podemos dizer agora, sem medo de errar, que o legado mais duradouro da atual crise financeira não será o fim de Wall Street. Não será o fim das finanças, e não será também o fim do capitalismo. Essas ideias e instituições sobreviverão. O que não sobreviverá é o macho".


Segundo o mesmo rapaz norte-americano, de apenas 29 anos e uma fortuna no banco, a crise internacional encerrou definitivamente o domínio sobre a fêmea. A tese do moço: até o fim do ano, 28 milhões de homens perderão o emprego e, em conseqüência do baque psíquico, estarão mais frágeis e infelizes do que nunca.


Não é à toa, diz ele, que na blogosfera de finanças e economia, a situação é chamada de "he-cession", um trocadilho em inglês para definir o peso do mundo sobre os ombros masculinos.


Para justificar o seu mote catastrófico, Salamd cita estudos que mostram como a cabeçorra do marmanjo é mais afetada por uma demissão do que a mente feminina. E, além disso, mulher, tem outra coisa, de acordo com o mesmo teórico: boa parte da ajuda dos governos para as instituições está indo para setores dominados pelas meninas - saúde, educação e serviços sociais.


É, amigo, a falência do mundo é masculina e muitas mulheres têm sido eleitas ou nomeadas, tanto na política como na economia, em repúdio às barbeiragens dos canalhas.


Islandesa lésbica
Repare no caso da Islândia, país varrido pela quebradeira global, que escolheu para o seu projeto de reconstrução a primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, pioneira no mundo como grande líder declaradamente lésbica.


O homem lesou e a mulher vai mesmo tomar conta do mundo. No atacado e no varejo. Observe como em qualquer serviço as moças resolvem com mais rapidez e competência. Fiquei impressionado outro dia, na recepção de um hotel em Santos, por ocasião do evento Tarrafa Literária, como o macho virou uma bobina, qual um carretel de cacimba de tão enrolada a criatura.


Era apenas um check in, amigo, um simples procedimento de hotelaria, mas quem disse que o rapaz decifrava as coisas?! Bastou chegar uma simpática mocinha e pá, pum, com dois toques no sistema, mostrou quão simples era tudo.


Sim, é somente uma cena boba pinçada do dia-a-dia, porém diz muito. Nem preciso falar que o representante do sexo masculino tem inclusive mais tempo de casa do que a senhorita. Seria espezinhar demais a nossa trupe.


Nas escolas, então, milhares de pesquisas, aqui e na Europa, revelam como as meninas dão couro nos homens abestalhados, incapazes de interpretar um texto.


É, amigo, nos restam as atividades agropecuárias e as trincheiras das guerras, velhas práticas dos selvagens. Os machões dançaram, caríssimo Norman Mailer!


Modinhas de fêmea
Como torram dinheiro, em nome da ciência, para mostrar o que já se sabia no último e mais pé-sujo dos botecos. Estudo da Universidade de Radboud, na Holanda, concluiu, com foguetório e espanto, que o homem baba, desconcentra, perde a cabeça e o seu poder cognitivo no trabalho diante de uma mulher bonita.


No que o amigo Pereira, de férias em São Miguel do Gostoso (RN), me ligou eufórico, e tosco como sempre: "Só vou contratar bagulho para a minha firma, preciso aumentar a produtividade urgentemente".


Vade retro, Pereira, delicadeza é bom e nós gostamos aqui nesta honrada coluna.

Xico Sá, é jornalista e escritor. Nasceu no Cariri, em 1963, foi criado no Recife. Atualmente, vive em São Paulo. Fale com ele pelo e-mail xicosa@brpress.net

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A maior roda de chimarrão do mundo

De novo, dando dicas para a gauchada.
Entrem no site: http://www.amaiorrodadechimarrao.com.br/.
Ali a galera está postando vídeos com o objetivo de comemorar o 20 de setembro.
A idéia é gravar um vídeo teu, recebendo um chimarrão, tomando um trago,
e passando para o próximo da roda.
E o próximo da roda pode estar na Austrália, em São Paulo ou em Porto Alegre.
Agora há pouco, quando visualizei o site, já eram 84 pessoas na roda.
Abraços, gauchada, Salve o 20 de setembro.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Colaboração da Carla Inês

Este texto eu recebi da minha amiga Carla Inês.
E eu, que não gosto muito de ficar repassando textos, resolvi incluí-lo na minha bolsa amarela. Independente de quem escreveu, ou não, achei todas as sugestões mais do que válidas.
Se uma pessoa conseguir tirar proveito disso, já vai ser ótimo!


ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.


"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto,
então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer.
Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento.. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10.. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros.
Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14.. Se um relacionamento tem que ser um segredo, seja fiel a ele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte..
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz.
Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida,
não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante.
Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e
víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "

DIZEM QUE 93% DAS PESSOAS DESCARTAM ESSE EMAIL E APENAS 7% O PASSAM ADIANTE. SEJA PARTE DESSES 7% E ENVIE ESSA LIÇÃO PARA SEUS AMIGOS.

domingo, 6 de setembro de 2009

Piquete Rodrigo Cambará

Essa é uma dica pra gauchada:

O Piquete Rodrigo Cambará passa a transmitir ao vivo as imagens da Estância da Harmonia, em comemoração ao 20 de setembro e pra auxiliar os gaúchos distantes da estância de origem. Para ver as imagens leia atentamente as instruções, pois é necessária a liberação para instalação de um componente ActiveX no navegador Explorer, que por default é bloqueada.
e-mail: rsouzza@ibest.com.br / piquete@piqueterodrigocambara.com.br
http://www.piqueterodrigocambara.com.br/site/index.php


Abaixo estão os dados para acesso ao sistema:

Usuário = farroupilha

Senha = 1234


Sobre São Paulo, a megalópole

Morei tres anos em São Paulo.
Vivi todas as emoções que se pode viver com relação aquela cidade.
Senti aquelas emoções iniciais, em que se fica abismado com tudo que se vê por causa dos tamanhos, das quantidades. A impressão que SP causa por causa disso é enorme.
Mas aos poucos, fui me acostumando, conhecendo lugares, fazendo amigos e comecei a gostar.
E é interessante notar, que hoje, quando num noticiário, propaganda ou numa novela,
as imagens remetem a cidade de São Paulo, ... que eu sinto falta de casa.
Sim ... é este o sentimento que me vem, sentir falta de casa.
Estranho, não é mesmo?
Quem viu meu processo de adaptação em SP,
sabe que eu demorei muito pra dizer que estava em casa.
Mas agora, morando em Paraguaçu Paulista, percebo que estava muito adaptada.
Eu até sabia que estava adaptada, mas ... ainda não havia sentido.
Agora, eu sinto.
Acho que eu só precisei de um tempo pra me acostumar.
Bom, o motivo para todo este preâmbulo se deve ao meu post.
Há algum tempo encontrei num site uma série de dicas para conhecer SP melhor.
Então, vou incluir aqui estas informações para que possamos de alguma forma ajudar os novatos, ou mesmo os velhos moradores, a conhecer Sampa.

Segue abaixo:

Só mesmo em São Paulo...
- Atualizado em 12.08.09
... você pode jantar após as 2 da manhã, visitar um museu que guarda os segredos da mágica e também aprender a velejar

São Paulo é conhecida como a capital latino-americana dos negócios, da cultura e do entretenimento, da gastronomia, da moda e, sobretudo, como uma cidade que não para. Com tantas opções fica até difícil decidir que programa fazer. Que tal começar pelo incomum?

Veja uma seleção de atrações que concedem a São Paulo mais um título: o de cidade inusitada.

Formas surpreendentes de consumir cultura
Teatro fast-food. O nome é de lanchonete e o preço é de banana. Fast-food porque o projeto oferece ao público um cardápio com seis opções de curtos monólogos (cada um dura de 3 a 4 minutos). Para assistir, o espectador entra sozinho em uma cabine apelidada de Drive-Thru, em que degusta individual e rapidamente seu produto. Preço de banana porque o intuito do Grupo Teatro Enlatado – que idealizou o projeto –, é aproximar público e arte. A cabine do Teatro Drive-Thru é montada às sextas e sábados na Praça Roosevelt, e cada opção do menu teatral custa R$ 1,99. As cenas tratam de temas contemporâneos condimentados com humor e crítica.

No CineMaterna, mamães podem levar os bebês para uma sessão de cinema sem culpa, pois o volume do som é reduzido, de maneira a não agredir os ouvidos dos pequeninos. Além disso, a sala tem pontos de iluminação, ar-condicionado fraco, trocadores e tapete para atividades em frente à tela. Em meio à amamentação e troca de fraldas, mamães-cinéfilas podem trocar ideias e experiências sobre a maternidade.


Se a ideia é inovar na refeição...
O Menu Corujão do bar São Cristóvão é bastante peculiar: entra em cena somente a partir das 2 da manhã, oferecendo aos boêmios da cidade a oportunidade de comer bem, ainda que em horário incomum. Entre as opções há petiscos, caldinho de feijão, sopa do dia, sanduíches e massas. Vale também experimentar o curioso Irish Coffee, que leva café, chantilly e uísque.

Quer trechos de musicais da Broadway entre uma garfada e outra? No Brooklyn Restaurante os garçons animam o jantar cantando spots a cada 20 minutos.


Turismo de natureza
Ainda que seja uma surpresa para turistas e até paulistanos, a cidade tem sim uma eco região. O extremo sul de São Paulo guarda verdadeiros tesouros naturais nas Áreas de Proteção Ambiental Bororé-Colônia e Capivari-Monos: 70% da mata intocada do município, variedade de espécies animais e vegetais, cachoeiras, trilhas, rios e córregos límpidos, represas, ninhal de garças e até mesmo um mirante com vista privilegiada para o litoral paulista. Toda essa beleza motivou o desenvolvimento turístico organizado da região, com visitas monitoradas e roteiros que incluem a Cratera da Colônia, local tombado pelo patrimônio histórico, onde um meteorito chocou-se com a Terra há 35 milhões de anos.

Também na região sul da cidade, a represa de Guarapiranga oferece possibilidades incríveis de passeios. A recém-inaugurada Praia do Sol é o primeiro dos sete parques que farão parte do Parque Praia de São Paulo, que vai revitalizar o entorno da represa no Projeto Orla da Guarapiranga, transformando a área em uma alternativa para lazer e recreação. A Praia do Sol tem quatro quadras de areia, playground infantil e para a terceira idade, além de pista de caminhada e áreas verdes com árvores nativas. Parte da ciclovia que vai interligar os sete parques também já está pronta. O projeto prevê a construção de mais quadras, campos gramados, anfiteatro, bosques, áreas de contemplação, deque, entre outros atrativos. Para os mais aventureiros, empresas e escolas localizadas às margens da represa realizam passeios de barco e até cursos de windsurf nas águas da Guarapiranga.


São Paulo dos sentidos
Além das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), a cidade tem espaços verdes ideais para passeios que exploram os cinco sentidos. Além de promover o bem-estar, esses roteiros permitem a inclusão de pessoas portadoras de deficiências, pois são criados especialmente ou adequados para esse público.

No Parque do Jaraguá, a Trilha do Silêncio promete uma experiência riquíssima. O percurso tem piso adaptado para cadeirantes e placas em braile com todas as informações turísticas do parque. Durante o passeio, além de sentir o contraste entre a calma do ambiente e o dia a dia na cidade, o público é convidado a alguns minutos de meditação no final da trilha para perceber a sensação agradável da temperatura local e deleitar-se com os sons e cheiros da natureza.

Na Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras da Pinacoteca do Estado, deficientes visuais visitam com as mãos uma seleção de 12 esculturas em bronze de artistas como Vitor Brecheret, Amilcar de Castro, Rodolfo Bernardelli e Bruno Giorgio. A galeria tem o percurso adaptado com piso tátil, e os visitantes recebem um catálogo em tinta e braile, além de um CD com informações sobre as obras e sobre a Pinacoteca.


De volta ao passado
Você já imaginou um roteiro turístico a bordo de uma Jardineira, apelido carinhoso dado ao transporte coletivo da década de 30? Esse veículo charmoso voltou às ruas da cidade e, ao som de canções que marcaram a época, parte do Aquário de São Paulo, no Ipiranga, para um percurso de 30 minutos por esse bairro tão importante na história paulistana. O trajeto inclui pontos importantes, como a mansão de Ricardo Jafet, o Parque da Independência e o Museu do Ipiranga. Um monitor a bordo conta a história e as curiosidades sobre esses símbolos da cidade.


Visita ao pregão
A sede da BM&FBOVESPA promove visitas monitoradas, individuais ou em grupo. Além de informações sobre os mercados de ações e de futuros para entender um pouco mais o funcionamento das finanças, as atrações ficam por conta do Espaço BM&FBOVESPA – com cinema 3D, mesa de operações, centro de memória, butique e café – e do Espaço Cultural, em que há exposições gratuitas de arte durante o ano todo (veja a programação de exposições aqui). Para grupos acima de 20 pessoas, é necessário agendar horário.


Abracadabra no museu
O Museu da Mágica, do Ilusionismo e da Prestidigitação – João Peixoto dos Santos, ou simplesmente Museu da Mágica, é mais um dos pontos interessantes da cidade. Isso porque a casa é a única do gênero na América Latina e possui um acervo que data de 1867 até 1967, com livros e todo tipo de artigo sobre o assunto, além de oferecer cursos, oficinas e outras atividades na programação.


Caminhos bacanas com gente descolada
Visitar a Galeria do Rock, no centro, pode ser mais que divertido. É, no mínimo, curioso. Lá, góticos, skatistas, fãs de MPB e outras tribos transitam e se misturam pelas 200 lojas da galeria. No prédio de fachada ondulada, inspirada no famoso edifício Copan, cerca de 15 mil pessoas são atraídas diariamente por camisetas, pôsteres, CDs e DVDs, estúdios de tatuagem e piercing. Não tão longe dali, uma das vias mais controversas da cidade, a velha Rua Augusta liga os Jardins ao centro com suas livrarias, cinemas, teatros, salões de beleza, bares e casas noturnas, restaurantes e inúmeras mini-galerias que escondem sebos, brechós e lanchonetes. É nessa diversa rua que fica a Galeria Ouro Fino que, com lojas de roupas e artigos superversáteis, é considerada um ponto da moda alternativa, indo do vintage ao esotérico. O detalhe fica por conta da diversidade dos frequentadores: desde hippies e punks até celebridades e intelectuais.
Balada e bem-estar
Esoterismo e comida vegetariana são a aposta do iDch, onde só é permitida a entrada sem sapatos para curtir grooves, ritmos jamaicanos e nu jazz. Entre os eventos promovidos na casa, destacam-se o Bazarte – que integra atividades como música ao vivo, ioga coletiva, DJs, comida saudável, terapias, projeções e exposição de arte – e o Cinema & Jazz, uma proposta completamente sinestésica na pista, em que os DJs preparam um set especial de jazz baseado no filme a ser exibido no telão. Dica: antes de sair de casa, confirme a programação.


Necrópole nada assustadora
Imagine um passeio em um lugar arborizado e calmo na capital paulista, em que você pudesse conhecer, por meio de uma visita guiada e sem desembolsar um centavo, obras de artistas como Victor Brecheret e Ramos de Azevedo. Esse lugar existe, e não é um parque ou museu, mas o Cemitério da Consolação. Com altura equivalente a um prédio de três andares, o mausoléu da família Matarazzo, o maior da América do Sul, é outra obra de arte que está lá, além de túmulos de escritores como Mário de Andrade. O passeio dura cerca de duas horas e pode ser feito de segunda a sexta-feira.


Trocando o dia pela noite
Com o objetivo de se reunir uma vez por mês para pedalar à noite por trilhas e estradas próximas da capital, nasceu, há dezesseis anos, o Sampa Biker’s. O que no princípio era apenas um encontro de amigos que queriam ficar em contato com a natureza tornou-se um projeto aberto a bikers dispostos a pedalar de 25 a 30 km. As principais exigências são que o participante adquira a camiseta do grupo ao valor de R$ 60 e que a bicicleta esteja de acordo com as normas de segurança. Com tudo em ordem, é só pegar a magrela e curtir a noite!

A noite pode ser perigosa, principalmente em um lugar repleto de animais selvagens, certo? Errado, se esse lugar for o Jardim Zoológico. Desde 2003, o “Passeio Noturno” oferece visitas quinzenais guiadas para um roteiro exclusivo, com direito a acompanhar de perto a rotina dos animais e a “encontros” com animais de hábitos noturnos – como gambás e corujas – que circulam livres pelo caminho. O passeio inclui o Programa Rapinantes, em que os visitantes conhecem um pouco mais sobre esses bichos. Mas atenção: a visita deve ser agendada e a procura é bastante disputada.


SERVIÇO
Teatro Drive-Thru
Sexta e sábado, das 21h às 0h
Praça Roosevelt, 108 – Centro
R$ 1,99 (cada opção de cena)
Cinematerna
Terças, quintas, às 14h e sábados, às 11h
Endereços e programação: clique aqui
De R$ 13 a R$ 18
www.cinematerna.org.br

São Cristóvão
Rua Aspicuelta, 533 – Vila Madalena
Telefone: (11) 3097-9904
R$ 7 (caldinho de feijão), R$ 13 (sopas), R$ 12 a R$ 16 (sanduíches) e R$ 24 (massas)
Brooklyn Restaurante
De segunda a quinta, das 20h às 1h; sexta e sábado, das 20 às 2h
Rua Baltazar Fernandes, 54 – Brooklin
Tel.: (11) 5533-4999 / 5093-8802
www.brooklynrestaurante.com.br

Trip on Jeep – Ecoturismo e Aventura
Rua Arizona, 623 – Brooklin
Telefone: (11) 5543-5281
www.triponjeep.com
Clique aqui para ver outras agências que realizam ecoturismo na cidade
Praia do Sol
Avenida Robert Kennedy, altura do nº 3.400
Aberto ao público
Passeios de barco na Guarapiranga
Sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h
Para passeios durante a semana é necessário agendar horário
Saídas na altura do nº 4.600 da Avenida Robert Kennedy
Chalana Borboleta: R$ 5 por pessoa (30 minutos). Escuna: R$ 8 por pessoa (30 minutos, com bar e música a bordo). Voadeira: R$ 10 por pessoa. Tel.: (11) 9274-6580.
Lancha do Puck: grupos de 4 a 10 pessoas. R$ 7 por pessoa (30 minutos) e R$ 15 por pessoa (1 hora). Tel.: (11) 5517-6096.
Cursos de vela, windsurf, wakeboard e esqui aquático
Pera Náutica: Rua Valentim Ramos Delano, 151. Tel.: (11) 5524-3553. www.peranautica.com.br
Tempo Wind Clube: Rua Antônio Segala, 102. Tel.: (11) 8280-2660. www.tempowindclube.com.br

Parque Estadual do Jaraguá
Rua Antonio Cardoso Nogueira, 539 (acesso pela Rodovida Anhanguera, Km 18)
Funcionamento: Todos os dias, das 7h às 17h
Visitas monitoradas: de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Informações: (11) 3945-4532 / 3943-5222
Grátis
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
Informações: (11) 3324-1000
R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada).
Grátis aos sábados
www.pinacoteca.org.br

Passeio de Jardineira pelo bairro do Ipiranga
Sábado e domingo, das 9h às 18h
Aquário de São Paulo
Rua Huet Bacelar, 407 – Ipiranga
Telefone: (11) 2273-5500
R$ 5
www.aquariodesaopaulo.com.br

BM&FBOVESPA
Visitas de segunda a sábado, das 10h às 17h
Exposições de segunda a sexta, das 10h às 18h
Rua XV de Novembro, 275 – Centro
Tel.: (11) 2565-6826
Grátis
Mais informações no site
O Espaço BM&FBOVESPA estará fechado nos dias 13/08, 28/08 e 29/08. No dia 14/08 o Espaço abrirá a partir das 14h.

Museu da Mágica
Aberto todos os dias, das 8h às 20h*
Rua Silva Bueno, 519, conj. 42 – Ipiranga
Tel.: (11) 2068-7000 e 9746-3000
De R$ 6 até R$ 30
www.museudamagica.com
*As visitas devem ser previamente agendadas

Galeria do Rock
De segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 17h.
Rua 24 de Maio, 62 (Entrada também pela Av. São João, 439) – República
Tel.: (11) 3337-6277
Galeria Ouro Fino
De segunda a sábado, das 8h às 20h
Rua Augusta, 2.690 – Jardim Paulista
Tel.: (11) 3082-7860
www.galeriaourofino.com.br

iDch
Rua Clodomiro Amazonas, 660 – Itaim Bibi
Tel.: (11) 2538-0554 / 2538-0553
www.idch.art.br

Cemitério da Consolação
Visitas guiadas de segunda a sexta, às 10h e às 14h
Rua da Consolação, 1660 – Consolação
Tel.: (11) 3396-3832
Agendamento pelo e-mail assessoriaimprensa@prefeitura.sp.gov.br
Grátis

Sampa Biker’s
Pedaladas às quartas-feiras, às 21h.
Saída: Camelo Pizzaria Itaim – Av. Juscelino Kubitschek, 151
Ponto de encontro: estacionamento ao lado
Tel.: (11) 5517-7733
www.sampabikers.com.br
Passeio Noturno no Jardim Zoológico
Visitas quinzenais, sempre às sextas-feiras
Av. Miguel Stéfano, 4.241 – Água Funda
Tel.: (11) 5073-0811 – ramal 2119
R$ 60 e R$ 40 (crianças de até 10 anos)
www.zoologico.sp.gov.br/visitanoturna.htm

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Primeiro registro

Hoje, meu primeiro dia de postagem,
achei que eu não iria registrar muita coisa,
a não ser a minha apresentação, mas ...
eu pensei melhor e lembrei de um site que eu descobri hoje e que adorei.
E como estou numa fase de interesse em, finalmente,
estudar inglês com dedicação, achei este link um presente dos deuses.
Pra quem está com vontade, real e concreta,
de se esforçar por aprender inglês e de forma mais intensa,
acho que pode servir de auxílio e incentivo.
Anotem aí: http://www.englishexperts.com.br/
O dono do blog se chama Alessandro e passa uma série de dicas da melhor forma de estudar,
indica livros e dá uma resumida nos motivos pelos quais os está indicando,
tem um chat, fórum, apresenta exercícios.
O blog se apresenta como um guia para quem estuda inglês por conta própria e via internet.
Enfim, uma possibilidade e tanto pra quem quer desenvolver-se no inglês.
Tenho outras descobertas guardadas na manga, aos poucos, vou mostrando pra vocês.

Começando um novo blog

Por sugestão da minha amiga Gékinha, eu resolvi começar um blog.
Mas a idéia, na verdade, é registrar as coisas que me interessam
e que eu acho que podem interessar aos meus amigos.
Costumo encontrar notícias, crônicas, dicas e repassar para as pessoas.
De tempos em tempos encaminho e-mails para as pessoas sobre as minhas descobertas.
Algo no estilo "disseminação seletiva da informação" restrito aos meus conhecidos.
Agora as minhas descobertas estarão aqui, no "Trecos e cacarecos da Bolsa Amarela da Lenira".
Qual o motivo pra este nome???
Ah, é a minha paixão de infância ... o livro "A Bolsa Amarela" de Lygia Bojunga Nunes.
Foi o primeiro livro marcante da minha infância.
Eu adoro a história até hoje.
Devo ter lido este livro pela primeira vez, por volta dos meus 8 anos.
Somente na faculdade (Biblioteconomia, UFRGS, 1992-1996)
descobri que, talvez, ele não fosse aconselhado pra minha idade na época.
Bom, eu não acho que tenha me prejudicado em nada.
Como ninguém me disse na época que eu não podia ler aquele livro ... não foi nenhum obstáculo.
Foi, na verdade, uma grande paixão.
Até trabalho de faculdade fiz usando este livro como tema.
Mas isso é outra história que ... um dia ... eu conto aqui, no Trecos e Cacarecos.
Espero que a cada postagem a gente possa se comunicar de alguma forma.
E que assim as pessoas possam enxergar
o mundo de interesses que existem dentro do meu cérebro.